Economia e Política em Foco. Beto Menezes escreve: É a Economia, Estupido!

Fatores econômicos podem afetar negativamente um presidente que é candidato à reeleição. Nas eleições americanas de 1992, disputavam George W. Bush (Bush pai) e Bill Clinton. O estrategista de Clinton empenhou uma célebre frase que entrou para a história das disputas políticas: “It’s the economy, stupid”. Os americanos atravessavam uma recessão tremenda e Bush, que chegou a ter 90% de aprovação pública devido a invasão ao Iraque, perdeu a reeleição.

O fator econômico foi decisivo para a vitória de Lula nas eleições. Bolsonaro, ao se eleger em 2018, tinha tudo ao seu favor: oposição estraçalhada, congresso na mão e uma votação significativa nas urnas. Conseguiu minar tudo ao criar seguidas crises institucionais. O candidato conservador se mostrou o tempo todo antissistema, personagem que só o Brasil é capaz de produzir.

Desemprego alto, salário mínimo com reajustes abaixo da inflação durante todo seu mandato e a crise da covid cobraram seu preço. O dólar, sensível a todos os preços na economia, se valorizou 20% em meio a grande instabilidade interna e externa, puxando todos os preços dos produtos para cima. As ações como o pacote de bondades, proposto esse ano para segurar a inflação, e o aumento dos empregados vieram tarde demais. Fica a lição: “é a economia, estúpido!”.

Eliberto Diniz de Menezes. Economista pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Pós Graduação em Gestão Pública.

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