Para uma boa leitura Dr. Marcio Leite escreve: Sobre o Suicídio assistido do ator Alain Delon!

A mídia mundial recentemente divulgou a decisão de um ator famoso, conhecido por sua beleza, pelo suicídio assistido, eufemismo usado para assassinato licenciado. Não vou discutir o direito que ele ou qualquer outro tem de fazer o que quer que seja, mas cabe aqui alguma reflexão. Recebemos a vida como dádiva sagrada para nosso desenvolvimento como alma no mundo 3D (a realidade na Terra) e não temos autoridade para lhe pôr um ponto final. Toda vida é vivida pelo espírito imortal na conformidade de sua história e de suas necessidades. A existência física não é um pedaço de carne que podemos cortar de acordo com projeções egoísticas e suposta e arrogante ideia de liberdade individual. A vida humana não é regida pela frágil lei dos homens, mas é submissa a desígnios superiores que a imensa maioria sequer tem noção. A vaidade intelectual, a prepotência do ego e o baixo nível de aceitação da espiritualidade que nos envolve e norteia, impedem a compreensão de que tudo é perfeito e funciona de acordo com leis que, infelizmente, ainda se desconhece. Não julgo a pessoa, que não tendo mais a beleza física, valor corruptível sobre o qual possivelmente erigiu sua personalidade; nem a vitalidade que naturalmente se esgota com o passar dos anos; ou o dinheiro, que certamente não lhe faltou, mas julgo o ato desertor, precipitado, imaturo e inconsequente que é decidir sobre aquilo a que não se tem direito senão pela imprudência de alma insensível à realidade maior. Lamento pela decisão e pelas consequências. Lamento pelo tédio. Lamento pelos que pensam que a morte é um fim e não apenas um portal para novas e fantásticas experiências. Lamento pela aceitação passiva da família e da sociedade que o rodeiam, todos cegos do espírito. Lamento pelo tanto de Deus que falta nos corações humanos de nosso tempo. Tanto nos afastamos da origem, que nos perdemos.
Marcio Leite

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