Da Série Morrenses de Destaque: DEMÓSTHENES VALOIS PEREIRA, Zequinha. Por Octaviano Gonçalves!

Filho de HONÓRIO DE SOUZA PEREIRA NETO, fundador do jornal Correio do Sertão, e de ANA JOAQUINA VALOIS PEREIRA (Don’Ana), ele nasceu em Morro do Chapéu em 27 de abril de 1915. Do referido casal nasceram, além dele, os seus irmãos Maridete, Ulisses (Tota), Militina e Deográcia, esta a única ainda viva, bem como, Izaltina, Palmira, Adalberto, Adélia e Francisco (Chico Pereira), filhos do primeiro casamento do seu pai.
Ele foi casado com a benquista e querida senhora Corina Reis Valois, nascida em 25 de abril de 1921 na famosa Vila do Ventura, filha de Agenor Reis de Souza e Maria Laurentina de Souza, tendo sido o seu sogro um conceituado comerciante naquela então progressista povoação. O Correio do Sertão, na sua edição da semana dessa festiva união conjugal, noticiou que esse enlace foi muito festejado com a presença de muitas famílias. Em seguida, o casal foi para a então Fazenda Fedegosos, a terra da sua genitora, onde ainda continuaram os festejos e lá os laureados nubentes passaram a residir. Depois, o casal se mudou para a cidade de Morro do Chapéu, onde criaram os seus filhos Agenor Alberto, Marilene (de saudosa memória), Marina, Ana Maria, Sônia e Tânia, todos eles muito queridos na cidade, tanto que, a residência deles sempre foi, e continua sendo, um local de encontros de morrenses, amigos do casal e dos seus filhos.
Zequinha de Honório, como era conhecido, foi uma pessoa sempre alegre, alegria essa, muitas vezes, demonstrada por suas gargalhadas altas. Ele era sempre visto indo e voltando com seus passos curtos do Correio do Sertão para o qual escreveu crônicas numeradas por algarismos romanos. E nessas suas caminhadas, muitas vezes, era visto com dois dedos no nariz ao cheirar pó feito de fumo de corda, muito usado pelos senhores da sua época. Católico, ele sempre ia à missa e sentava-se no bancos de trás próximos à porta e debaixo do coro do Igreja, e mesmo ali, era brincalhão e atencioso com as pessoas.
Muito dinâmico, ele exerceu a atividade chamada “guarda-livros” , por fazer o trabalho de registros contábeis das casas comerciais da cidade, ofício que equivale aos contadores da atualidade. Também lidou com fazenda, e teve a propriedade rural Bela Vista nas proximidades da histórica Sonhén, uma das mais antigas fazendas de Morro do Chapéu. Filho de um maestro e de família de músicos, ele fez parte da Filarmônicas Minerva, da qual o seu pai foi regente-maestro. Ele também foi sócio do farmacêutico Tolentino Guimarães, de quem era muito amigo e compadre.
Faleceu ele repentinamente no dia 28/10/2000, aos 85 anos e a sua esposa, D. Corina, em 25/02/2016 com 95 anos, deixando o casal um legado de boas convivências familiar e social, de cuja família tem hoje vivos cinco filhos, 24 netos e 18 bisnetos e incontáveis amigos.
Demósthenes Valois Pereira, o Zequinha de Honório ou Zequinha Pereira, vai ser sempre lembrado por seus conterrâneos e amigos como gente da gente. Por isso, está sendo lembrado e homenageado por este grupo.
Salvador, 12 de setembro de 2021
Octaviano Gonçalves de Oliveira
Morrense

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