Da Serie Morrenses de outrora. Eunice Dourado! Por Octaviano Gonçalves!

Filha de João Fortunato Dourado (conhecido por João Requizado que foi assassinado pelos homens de Horácio de Mattos no território de Barra do Mendes) e de Orlinda Rosa de Oliveira. Ela nasceu em 02 de setembro de 1937 no município de Seabra/Ba, vindo ainda criança para Morro do Chapéu em lombo de animal junto com a sua irmã mais velha Maria Rosa Dourado, mais conhecida por Maria do Padre e aqui elas foram criadas. Por ser bem comunicativa e franca, Eunice se tornou uma pessoa bem conhecida na nossa cidade, contribuindo para isso, ela ter sido a dona do então famoso Café de Eunice.
Inicialmente o seu Café foi no andar térreo do famoso sobrado da Rua do Fogo, onde começou a ser formada a sua fiel clientela. Depois, ele foi mudado para a Rua Nicolau Grassi, onde se manteve até alguns anos antes de falecer no dia 29 de maio de 2019, quando já residia na Rua Rui Barbosa. Ela era a mãe de Tadeu, o seu único filho, que faleceu antes dela.
O famoso CAFÉ DE EUNICE foi um famoso ponto de encontro da nossa cidade, o local onde muitas pessoas se encontravam, principalmente jovens, para jogarem conversa fora, fofocarem e se protegerem do gélido frio das ruas. Para lá, muitos iam atraídos pelo seu café quentinho, pelas suas saborosas iguarias e por ela ser uma pessoa de boa prosa de casos engraçados e de altas risadas e espontâneas gargalhas. Alguns da cidade foram seus fiéis fregueses, dentre esses, dois eram muito seus amigos, quais sejam Marcos Bagano, de saudosa memória, e Numa Pompílio, que reside na vizinha cidade de Utinga.
A singular Eunice foi uma mulher de fibra e trabalhadeira, na acepção da palavra, uma morrense, não de nascimento, mas de coração. Sempre disposta em todos aspectos e decidida em todos os sentidos, ela foi uma guerreira que tinha um timbre de voz alto, risos cativantes e de uma fraqueza como poucos.
E com esse seu modo franco de ser, essa mulher simples deixou traços marcantes na história da nossa cidade. Por isso, a sua memória está sendo resgatada e contada por este grupo, para ela ser relembrada pelos muitos que a conheceram.
Salvador, 09 de agosto de 2021.
Octaviano Gonçalves de Oliveira
Morrense

Deixe um comentário