Alerta: M. do Chapéu registra 12% de imóveis com foco de Aedes aegypti!

Não bastasse as restrições de convívio social à população do município de Morro do Chapéu (BA), em virtude da pandemia do novo coronavírus, a cidade ainda enfrenta um velho inimigo, o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika vírus e chikungunya.
A Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância Sanitária e Epidemiológica (Sesau) emitiu no último dia 15/05 um boletim preocupante: segundo o órgão, o município enfrenta um índice de positividade altíssimo em relação a essas enfermidades.
Pelo comunicado, enviado à prefeitura, 12% dos imóveis estão em vigilância, ou seja, a cada cem casas visitadas, em doze foram encontrados focos do mosquito da dengue.
De acordo com o levantamento, recentemente houve pelo menos um caso de dengue hemorrágica na cidade.
A prefeitura está investindo em uma nova campanha, através das redes sociais, para que não haja um agravamento dessa endemia, que pode ser agravada pela pandemia da Covid-19.

Para entender

Há três níveis de contágios numa sociedade através de doenças contagiosas: endemia, epidemia e pandemia.
A endemia acontece em regiões pequenas, isoladas, como em um bairro ou cidades pequenas. A epidemia é uma situação que envolve regiões maiores, como quando atinge outros bairros e cidades vizinhas, ou mesmo em outros estados. Já a pandemia é um contágio que pode atravessar fronteiras internacionais e acometer outros países, como o caso que vivemos atualmente com a Covid-19.
A prefeitura de Morro do Chapéu está iniciando uma campanha de prevenção para evitar uma possível endemia no município causada pelo mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, evitar contágios de dengue, zika vírus e chikungunya.
A atual gestão visa orientar a população no sentido de evitar, principalmente, água parada e sem cobertura em seus quintais. Também ressalta orientações como: sempre usar inseticida no interior de sua casa, para eliminar o mosquito; se possível, usar piabas (um pequeno peixe de água doce facilmente encontrável) em seus reservatórios, pois elas comem as larvas do mosquito; sempre ficar atento a acúmulos de água em vasos, potes, pneus e locais onde possa haver água acumulada para qualquer finalidade que não seja para uso próprio da família ou morador(es).
A Sesau recomenda ainda que se alguém sentir algum sintoma como dor de cabeça, febre, dores no corpo, dores nos olhos, manchas avermelhadas na pele, que procure imediatamente uma unidade de saúde ou entre em contato com o agente de saúde de sua área para que seja feita a notificação, encaminhamento ao médico e, posteriormente, o bloqueio com inseticida na área onde houver casos suspeitas.

Secretaria municipal de Comunicação e Ouvidoria de Morro do Chapéu

Jornalista – Erick Vizoki
MTb – 41.675-SP

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