Em prosa e verso Nonoi escreve: Bota Chucai, Bota!

“Vaquero Véi Distimido” em seu primeiro discurso.
Bota chucai, bota!
Por Noedson Valois.
O tempo agora é festivo
Vem aí a eleição.
Um altar de santos e santas
E o povo na devoção.
Uma festança danada.
Mas moço, quer ver zoada?
Bote chocalho em ladrão!
Carreatas, passeatas,
Foguetes fazem rojão…
E os devotos aglomerados
Numa grande procissão.
Uma barulheira danada.
Mas moço, quer ver zoada?
Bote chocalho em ladrão!
Bradam os carros-de-som
Fazendo grande alarido.
Chega ensurdecem a gente.
Agridem nossos ouvidos.
Mas moço, se tu quer ver
Barulho de estremecer:
Bote chocalho em bandido!
E no palanque, hein, moço?
Dói nos ouvidos de gente.
Depois de muito foguete,
Mais um discurso indecente.
Palavras vãs e infundadas.
Mas moço, quer ver zoada?
Bote chocalho em quem mente!
Faltam aos discursos eloquência,
Políticos que falam asneiras.
Subestimam nossa inteligência
Com um punhado de besteiras.
Se botar chocalho nos “bocas-de-privada”,
Aí tu vai ver zoada…
Quem tolera a chocalheira?
O povo, por sua vez,
Coloca um santo no peito.
É a boa ou é o bom,
Já tá eleita…ou eleito!
É um povo ludibriado.
Se botar chocalho nos apaixonados,
Ninguém vai dormir direito.
Carros cheios de propaganda,
Muros pintados também…
Pode o mundo inteiro querer,
Mas isso não me convém.
Não vá se sentir ofendido,
Mas se botar chocalho nos iludidos,
Querm aguenta o blém, blém, blém?
Se você tá nesse meio,
Não fique com raiva de mim.
Pois no fundo você sabe
Que o negócio é mesmo assim.
Toda regra tem exceção.
Mas se botar chocalho em ladrão,
Quem suporta o tlim, tlim, tlim?
São tantos macacos velhos
Pulando de galho em galho!
São pássaros aventureiros
Buscando o seu agasalho.
Se puser chocalho em cafajeste,
É um barulho da peste
O badalar dos chocalhos.
Aqui não generalizei.
Espero ser ententido.
Que atire a primeira pedra
Quem se sentir ofendido.
Mas na política brasileira,
É mesmo uma chocalheira
Se botar chocalho em bandido.

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