Para uma boa leitura. Dr. Marcio Leite escreve: Sobre os incêndios na Amazônia!

Vejo o vídeo que corre o mundo mostrando a Amazônia em chamas e conclamando a população contra Bolsonaro. Ora, claro que o presidente tem se mostrado insensível à causa, mas todos sabem que o problema não se deve à sua incompetência apenas, nem começou agora. A devastação da Amazônia vem de longo tempo, e desde a adolescência isso já me feria a alma. O desrespeito pela natureza, pelo planeta que é o nosso lar, o único que temos, é gigantesco. A ganância dos homens chegou às raias da loucura. A síndrome do Tio Patinhas, doença grave de que sofre a humanidade, coloca em risco nossa estabilidade e esfumaça o futuro. Literalmente, queima nossos sonhos: os meus, os teus, os de nossos filhos e netos. O homem se mostra incapaz de ver um palmo adiante de sua estupidez. Não percebe a tolice que faz e a consequência desastrosa. Não há respeito pela beleza da vida, pelas espécies animais e vegetais envolvidas e ameaçadas, desde que seus bolsos estejam repletos de ilusão. Um pouco de ambição para se melhorar de vida, vá lá! Desde que não se pise em ninguém e não se destrua nada, tudo bem. Afinal, o sol aquece os maus e os justos. A natureza não faz distinção alguma, está aí para o bem estar de todos. O homem esquece que ele respira e come o que achou neste planeta. Não comemos dinheiro, moedas, ouro ou ações. Não somos felizes porque temos jatinho particular, iates ou mansões de frente para o mar. Ou porque dormimos mirando nosso carrão estacionado na garagem. Embora muitos pensem que esta falsa sensação de felicidade seja tudo. A falta de visão deixa o homem na mais absoluta ignorância das leis da vida. Na mais bizarra e anacrônica infância espiritual. Para consciências mais evoluídas (sim, elas existem!), o ser humano da Terra é uma criança enfurecida, irritadiça e violenta, incapaz de compartilhar seus brinquedos ou participar de forma ordeira de qualquer jogo. O ser humano é o maior inimigo de si mesmo, embora esteja sempre a acusar o vizinho, o estrangeiro, o de outra cor ou sexo, o de outro credo. Aí, mais uma vez, nós humanos nos distinguimos pela insensibilidade. Como se pode exigir que o homem trate bem o meio ambiente se nem mesmo é capaz de amar o seu semelhante? Se não percebe a Fonte Criadora? Se não reconhece sequer o esmero da vida em colocar à disposição, em toda parte, tudo de que realmente necessita? Amigos, o ser humano olha para o próprio umbigo, mas não vê que está unido ao mundo. É um tolo, um louco, matando gente e queimando florestas e cidades para, desesperadamente, preencher o vazio que carrega na alma. É o seu próprio buraco negro, absorvendo a luz que não sabe usar. Ainda assim, acredito na virada. Porque há o lado oculto, em fase larvar. Porque há mestres e vozes que clamam no deserto das almas, que jogam sementes nos rochedos, que iluminam as cavernas humanas. E porque o Criador, em sua infinita sabedoria, não faria uma aposta inútil.

Marcio Leite

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