Posto de Vigília 198: Hermenêutica ou Exegese? Parte VII

HERMENÊUTICA  OU  EXEGESE ? – Estudo Bíblico (7) – Relembrando: Hermenêutica: Segundo o dicionário HOUAISS, esta palavra significa “Estudo e Interpretação dos textos religiosos”. Exegese, segundo o mesmo dicionário, é a “interpretação minuciosa de um texto ou palavra de uma obra literária”. Hoje vamos falar sobre a “Teofania das Nuvens”. Algumas pessoas me perguntaram: “E a Biblia tem isso?” Não com essas palavras, mas consta de notas explicativas de fontes como “A famosa Biblia de Jerusalém” (Edição ampliada) e a não menos importante “Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia”, de R.N.Champlin, 6ºvolume, verbete TEOFANIA. Palavra derivada do grego “theós = Deus e “phanei = aparição”, muito comum nos livros do Antigo Testamento e com significado “Aparição de Deus”. E por que as Nuvens? Porque era comum logo que aparecia uma “nuvem”,  surgia pessoas ou fatos de caráter inexplicável e que, na época, se considerava uma “aparição de Deus”. Mas naturalmente não era Deus, nem Anjos e sim um “Objeto que transportava alguém, oculto numa nuvem (uma forma clássica de uma Nave se ocultar – camuflar – até hoje comum em Ufologia. Era natural que naqueles tempos um fato dessa natureza logo suscitasse ideias e expressões com um nome “pomposo” como “teo-fania”. Também observamos que a palavra “nuvem” aparece abundantemente tanto no Velho, como no Novo Testamento. Na fonte citada acima (Champlin), são citadas diversas passagens bíblicas onde os hermeneutas antigos identificavam uma “teofania”. Para ilustrar com um fato real, ocorrido com um irmão meu, em Jaboatão (PE), certo dia, pela tardinha, ele notou uma “nuvem” arredondada vindo na sua direção, na altura normal das nuvens. O céu estava sem  nuvens e meu irmão com certa curiosidade ficou observando aquela nuvem isolada e de forma atípica. Quando ela passava bem sobre ele, notou que havia algumas luzes brilhando  dentro da nuvem e ele chamou alguns amigos que também observaram o fato. A nuvem logo encobriu-se numa colina próxima e o assunto foi encerrado. Uns dois dias depois, um vizinho meu, me narrou o seguinte: após seu expediente no trabalho, costumava ir até sua roça, que ficava a um quilômetro, num local isolado e enquanto olhava as lavouras, viu se aproximar dali, voando baixo e em silêncio, um objeto estranho, pouco visível já na sombra da noite. Como a “coisa” vinha na sua direção e a poucos metros do solo, ele correu e se ocultou no arvoredo próximo e ficou observando o fato. O objeto parou bem sobre sua roça e ficou se movimentando erraticamente, acendendo potente facho de luz dirigido ao solo, como se procurasse algo. Após alguns minutos, o objeto se eleva no ar e dispara para o alto, sem emitir qualquer ruído. Imaginemos essa cena nos tempos antigos e o que imaginaria o povo  daquele tempo? Por não praticarem atos hostis e até trazerem pessoas que ajudavam, se criou a ideia de que “era coisa divina” e daí o nome “teofania”, ou aparição de Deus. E assim, nossa História é riquíssima em metáforas, símbolos e alegorias, que devemos traduzir com inteligência para melhor compreender nosso passado.

         Alonso Valdi Regis

         Morro do Chapéu BA  13.Set.2020

          alonsovregis@gmail.com

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