Alunos residentes na Casa de Apoio ao Estudante de M. do Chapéu em Salvador, relatam diversos problemas!

A residência estudantil de morro do chapéu, popularmente conhecida como REMOC,é uma importante via de acesso a permanência no ensino superior para os jovens moradores de Morro.
A ideia é que aqueles que foram aprovados em cursos de graduação e pós-graduação na modalidade presencial, na capital, tenham um local para morar, diminuindo assim os custos com moradia, alimentação, transporte, entre outros.
Apesar de contarem com o apoio de uma cozinheira e um coordenador (cuja função não é bem definida) os estudantes têm sido cada vez mais afetados com o DESPREZO da Secretaria de Educação, pois a mesma não estabelece uma comunicação com os estudantes e se mantém omissa diante de casos graves, onde a integridade física e moral dos estudantes estão em constante perigo.
Mas o que isso quer dizer? bom, não são poucos os casos de agressão física, assédio, perturbação do sossego, consumo exacerbado de bebidas alcoólicas nas dependências da residência, depredação do patrimônio e de utensílios de uso coletivo etc…
A casa possui um regimento onde fica determinados os deveres de cada morador e as punições cabíveis a cada infração cometida.
Infelizmente o documento é apenas decorativo, pois os estudantes, ainda que em conjunto, não possuem autoridade para fazer valer o que está contido no regimento interno,como por exemplo, expulsar infratores quando necessário.
Os estudantes necessitam do apoio do coordenador, entretanto este não tem sido efetivo na resolução de tais problemas, uma vez que diz que nada pode fazer quando questionado sobre a situação e penalidades previstas no regimento interno.
A secretaria de educação é muito menos efetiva, sendo completamente omissa e conivente com os infratores e posiciona-se da mesma forma que o coordenador, não dando respostas eficazes para as problemáticas apresentadas. ou seja, OS ESTUDANTES ESTÃO POR SUA PRÓPRIA CONTA.
Estudantes do sexo feminino são taxativas ao relatar a insegurança que sentem ao ter que conviver com estudante[s] de sexo masculino que faze[em] uso recorrente e exagerado de bebidas alcoólicas fora e dentro da residência e muitas relatam já ter sofrido assédios. Em um caso mais grave, onde quase envolveu um boletim de ocorrência, a Coordenação e Secretaria de Educação NADA fizeram, NADA!
Assim como a insegurança feminina para com os residentes que exageram no consumo de álcool, a insegurança para com a própria segurança e integridade física é geral. Alguns moradores possuem o currículo extenso quando se trata de brigas e agressões físicas e verbais, resultando em processos jurídicos, no entanto as medidas tomadas dentro da residência (quando são tomadas) são completamente INEFICIENTES E PATÉTICAS! Para além disso, alguns estudantes não se importam com a manutenção da higiene do local e mais uma vez é importante mencionar que os mesmo se sentem CONFORTÁVEIS em agir de tal modo, poIS NADA LHES ACONTECE.
Imagine você, pai ou mãe, que têm filhos que desejam ingressar no ensino superior e precisará da ajuda da residência para mantê-los estudando na capital baiana, sabendo que seus filhos estão desassistidos pela Secretaria de Educação… sabendo que a Secretaria de Educação os colocam lá dentro e não querem mais saber.
Se seu filho foi agredido, problema dele.
Se seu filho sofrer assédio, problema dele.
Se seu filho for furtado na residência, problema dele.
Se seu filho contrair uma doença pela má higienização da casa, problema dele.
O QUE QUER QUE ACONTEÇA, A SECRETARIA NADA FARÁ.
O descaso com os estudantes parece não ter FIM.
É necessário que o poder público se importe com os nossos jovens estudantes que têm vivenciado cotidianamente situações ruins, em prol de obter uma graduação, estando longe de suas famílias e de sua terra
Ressalta-se também a ameaça constante que a secretaria faz aos estudantes de fechar a residência, pelo aumento nas contas de água e luz (MESMO QUE SEJAM UTILIZADAS POR QUASE 30 PESSOAS) pois como a mesma sempre diz, a prefeitura e a secretaria não tem obrigação nenhuma em manter esta residência aberta.

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