Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro e Queiroz é morto em confronto com policiais na Bahia!

O miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, no Rio de Janeiro, foi morto em confronto com policiais após ser localizado no município de Esplanada, na Bahia. Capitão Adriano, como era conhecido, estava foragido há mais de um ano e era acusado de participação em homicídios no Rio, grilagem de terras e de ser sócio de jogos de máquina caça-níquel.

Com apoio de policiais cariocas, a Polícia Civil baiana descobriu o esconderijo do suspeito na semana passada. Quando os policiais chegaram ao local neste domingo (9), diz a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Capitão Adriano reagiu com tiros. Ele ficou ferido no tiroteio, teria sido levado a um hospital nas redondezas, mas não resistiu.

O ex-capitão do Bope era próximo de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), quando este era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Queiroz e Nóbrega trabalharam juntos na Polícia Militar.

Amigo do presidente Jair Bolsonaro, Queiroz é acusado de operar “rachadinha” no gabinete de Flávio. Capitão Adriano também tinha relação com esquema; a mãe e a ex-mulher dele foram admitidas para trabalhar para Flávio Bolsonaro na Alerj.

O Ministério Público do Rio de Janeiro diz que Queiroz recebeu R$ 2 milhões de 13 ex-assessores no gabinete de Flávio. Ele teria ficado com parte do pagamento às duas familiares de Capitão Adriano.

Em junho de 2005, o miliciano foi condecorado pelo então deputado Flávio Bolsonaro com a Medalha Tiradentes da Alerj. Flávio exaltou o ”êxito” do então PM de “prender 12 marginais” em uma favela, além de apreender armas e drogas.

Assassinato de Marielle Franco

O Escritório do Crime, milícia que seria chefiada por Capitão Adriano, é suspeita de matar a vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e o motorista Anderson Gomes em março de 2018.

Embora a Secretaria de Segurança da Bahia informe que Capitão Adriano era suspeito do assassinato de Marielle, seu nome não consta do inquérito oficial, informa o G1.

O PSol, porém, informa que o miliciano era uma “peça chave” para desvendar o caso Marielle e chegar aos mandantes do crime. Em nota, a Executiva Nacional do partido “exige esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano”.

O partido também vai pedir uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia para apurar mais informações da operação policial que culminou com a morte de Adriano da Nóbrega.

“Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade”, conclui a nota do PSol.

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