Em Prosa e Verso Nonoi escreve: Mulher de Respeito!

MULHER DE RESPEITO
Por Noedson Valois

Todo mundo traz um nome
Lá da pia batismal.
Mas no interior, um apelido,
É coisa bem trevial.
A alcunha é mais popular
Que o nome original.

Aconteceu que o Severino,
Com cara de mau sujeito,
Querendo ser o bonzão
E fazendo valer o seu jeito:
Ganhou, pelo seu rompante,
O apelido de Respeito.

Maria de Bastiana
Querendo tirar proveito,
Mesmo sendo de má fama,
Achou-se ali no direito.,
De se dar ao dito cujo,
Tornando-se mulher de Respeito.

Mas Maria, acostumada,
A uma vida de liberdade,
A suas fugas noturnas
Deu continuidade.
E se via a mulher de Respeito
Na maior promiscuidade.

Eram muitos que se davam
Ao desfrute de Maria,
Que na ausência do esposo
Ao encontro desses saía.
E a mulher de Respeito
Em todo canto se via.

E Maria continuava
Vivendo daquele jeito.
A todos ela se dava,
Sem escrúpulo ou preconceito.
A qualquer um se entregava.
-Sendo mulher de Respeito! –

Tudo durou até o dia
Em que Severino viu
Ela nos braços de outro.
Aí a “casa caiu”.
Mandou ir embora pra sempre.
E ali nunca mais se viu.

Narrei como aconteceu
Pois tudo se deu assim.
Maria desapareceu
E o caso chegou ao fim.
Se achar a mulher de Respeito,
Também quero…Traz pra mim!

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