Falso sequestro mobiliza a polícia e desfecho choca cidade de Ruy Barbosa!

Na quinta-feira, 09/05, a polícia de Ruy Barbosa (BA) foi procurada pelo comerciante ruibarbosense Dorival de Castro Macedo Filho, 60 anos, que informou que havia um sequestro em andamento. A vítima seria o seu filho Matheus Meireles Macedo, de 29 anos, que estaria em cárcere privado. O fato foi comunicado às 14h.
A polícia agiu rapidamente, sob o comando da delegada Cláudia Bensabath, titular da DelPol de Ruy Barbosa. Um gabinete de crise foi constituído e as investigações tiveram início imediatamente. Policiais civis e militares, em viaturas da CIPE Chapada (cuja sede fica na cidade) e do 11º Batalhão de PM passaram a verificar todas as possibilidades de localização do cativeiro e dos sequestradores. Às 20h o assunto começaria a se esclarecer.
A vítima, Matheus, foi liberada pelos marginais. Ele descreveu para a polícia como seriam os dois marginais que teriam efetuado o seu sequestro. Policiais saíram no encalço dos dois e os localizaram, prendendo-os. São eles: Iago Alcântara de Macedo, de 25 anos, e Lucas Barbosa Ribeiro, vulgo “Lucas do Pulo do Bode”, de 29 anos, ambos residentes também em Ruy Barbosa. Tiveram início então os interrogatórios.
“Percebemos imediatamente as incongruências da versão da suposta vítima e as versões dos supostos sequestradores”, declarou a delegada Cláudia Bensabath. Em resumo: o sequestro era falso e o objetivo foi extorquir dinheiro do Sr. Dorival Filho. De acordo com informações não confirmadas, o valor envolvido seria de R$ 150 mil.

 

 

Matheus, Iago e Lucas foram presos em flagrante pelos crimes de extorsão, estelionato e comunicação falsa de crime, estando à disposição da Justiça.
Os fatos surpreenderam e chocaram a população de Ruy Barbosa, cidade que vem sendo alvo de várias ações de criminosos e com índices de violência crescentes, apesar do intenso combate empreendido pelas autoridades. Familiares de Matheus se revelaram incrédulos e alguns dizem que “só pode haver algum engano”. Para eles, os marginais podem ter ameaçado a vítima para reforçar as suas versões para o crime. “Afinal, todos moram na mesma cidade”, diz um parente, “e o Matheus pode estar com medo da reação dos sequestradores”.

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