Para uma boa leitura Dr. Marcio Leite escreve: A Campanha Eleitoral!

Estou bestificado com a campanha eleitoral. A maneira deselegante, para dizer o mínimo, como muitos se manifestam, sejam de esquerda ou de direita, é chocante. Mostra claramente que não estamos amadurecidos para viver numa democracia, ou seja, num ambiente onde cada qual possa se expressar livremente sem ser molestado. Acontece que a democracia de que falamos é o nosso país, não outro qualquer. E se queremos ter voz, precisamos dar voz aos outros, a qualquer um. Por mais estapafúrdia esta nos pareça. Não somos iguais, não temos os mesmos potenciais nem o mesmo raciocínio. Vale o clichê: cada cabeça é um mundo. Somos histórias, e histórias diferentes. É ridícula qualquer tentativa de ridicularizar o outro. Nesta situação, presume-se ser melhor e saber mais. Presunção. Ninguém, por mais erudito, sabe tudo. Ninguém, por mais conhecedor, controla todas as variáveis. Além disso, há os caminhos da mente, da cabeça e da razão; há também os da intuição, do sentimento e do coração. São caminhos diferentes que devem se encontrar, mas isso nem sempre acontece. Estamos polarizados entre a esquerda e a direita, entre vermelhos e azuis, e esse diagnóstico é constrangedor. Simplista demais. Alguém, com arma na mão, cataliza nossas fantasias de ajuste e retidão. Por outro lado, o demônio, se não veste Prada, ao menos está de vermelho. Claro, simbolicamente, o demônio sempre foi vermelho, em alusão às chamas eternas do Inferno. Há muito os comunistas mudaram o cardápio, já não comem criancinhas. Há pouco vivemos uma ditadura que parece já ter sido esquecida (ou jamais vivenciada) por nossa jovem população. Eu não esqueci! Ainda se contam os desaparecidos, ainda se catam seus ossos. Apesar de tudo, acredito na capacidade humana de transformação. E para melhor! Que nos venha um presidente do bem, da paz, da ordem e do progresso. Mesmo que não seja o meu candidato, torcerei por ele, orarei por ele. Que faça o melhor. Porque o Brasil que eu quero para o futuro inclui, definitivamente, todos os brasileiros.

Marcio Leite

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