Em Prosa e Verso Nonoi Escreve: O Nordeste pede “socorro”!

O NORDESTE PEDE “SOCORRO”
Por Noedson Valois

Ninguém sabe quantos minino
Pade Ciço batizô
Era Ana…Sivirino…
Mas oje tudo mudô
Inventaro de inventá
Otus nome prus minino
E os custume nordestino
Nas invenção se afundô.

O negoço dos invento
Mudô toda a nossa istora
Já num se vê Zé de Bento
Acabô Chico de Glora
Inventaro de inventá
Uns nome véio nojento
Qui é o maió sufrimento
Pra jente tê na memora.

Oje os fie de Raimundo
Qui é fie do véi Bastião
Nenhum se chama Edmundo
– Num é desse mundo não –
Os nome é tudo inventado
Já num se vê nem Maria
Num tem nenhuma Luzia
Nenhum Ispiridião.

Os nome qui o povo inventa
Eu num acerto iscrevê
Dá trabai mode se uvi
E muito mais pa dizê
Um tale CA e PISILONE
E um MÊ de perna pra riba
Qui mermo qui ninguém proiba
Nos nome nosso num se vê!

Onde qui o Frei Damião
Ia querê batizá
Tanto minino de nome fei
Na frente do seu artá
Cum esses nome inventado
Ele num batizava, eu sei
Mas se o negoço tá sem frei
Qui jeito se pode dá?

Oje minino de nome fei
É mercaduria atacadista
Eu pudia pidi licença das palava
E fazê aqui uma lista
Mas num vô nem me arriscá
Qui eu gasto tempo e papé
Só sei qui o negoço é
Da gente perdê de vista.

É uma tale de mídia
Butano nome no povo
Inté mudano as cumida
Ninguém qué mais cumê ovo
O povo diz qui é o progueço
Mas inda bato im meu peito
Si eu pudesse dava um jeito
Pra vortá tudo de novo.

Tudo oje tá na moda
Purque tudo anda pra frente
Só qui de mim ninguém poda
Os gosto de antigamente
Se nome inventado fô duença
Desse male eu nunca morro
Qui dexace ao meno SOCORRO
Mode socorrê a gente!.

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