Cratera que surgiu na Ilha de Itaparica será estudada por cientistas!

A cratera ou sinkhole, (vazio subterrâneo em português) que surgiu de forma misteriosa na Ilha de Itaparica será analisada por cientistas da Alemanha. O objetivo é determinar o que motivou a abertura do buraco no meio de uma mata nativa, a cerca de 1 km da vila de Matarandiba, no município de Vera Cruz. Não houve feridos no local.

Com 71,7 metros de comprimento, 29,7 metros de largura e 45,4 metros de profundidade, a cratera está em uma área explorada pela empresa Dow Química para a extração da salmoura, água com grande concentração de sal usada na fabricação de produtos químicos.

Segundo a empresa, um estudo geomecânico vai analisar os dados geológicos da cratera, para chegar à origem da erosão. O material foi enviado à Alemanha na terça-feira, 19, e o resultado deve ser divulgado de quatro a seis meses. Na análise, os dados geológicos serão modelados em um software para avaliar o estresse do subsolo e entender a origem da erosão. A companhia afirmou que é cedo para dizer as causas e que ainda não pode confirmar se o terreno está completamente estável.

De acordo com a Dow, área onde foi está localizado a erosão está há mais de 200 metros de um poço que está fora de operação desde 1985, e que há mais de 30 anos nenhuma atividade foi realizada no local.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) já havia se pronunciado sobre a situação e fiscalizou a área após receber uma denúncia. Segundo o Instituto, ainda está em processo de finalização o relatório de atendimento emergencial, que vai subsidiar a solicitação de exigências técnicas para recuperação da área e investigação das causas.

Aumento

Segundo a Dow Química, na medição realizada em 1 de junho, constava-se que ela tinha o tamanho de 69 metros de comprimento por 29 metros de largura e 46 metros de profundidade. Em comparação com as medições mais recentes, realizadas, houve um crescimento no comprimento de 2,7 metros e de 0,7 cm na largura. Já a profundidade, diminuiu.

De acordo com a empresa, o fenômeno é esperado até a completa estabilização do terreno, uma vez que, sob o ponto de vista técnico, a tendência é que as bordas da erosão fiquem do mesmo tamanho que o fundo dela. A companhia informa que semanalmente estão sendo realizadas medições da erosão, e que além do estudo geomecânico, estão sendo utilizados satélites de alta resolução e micro-sensores para monitorar continuamente as movimentações. O acesso ao local está proibido.

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