Posto de Vigília 156: Os Novos tempos da Internet. Por Alonso Valdi Régis

OS  NOVOS  TEMPOS  DA  INTERNET  –  Há poucos dias escrevi aqui sobre dois tipos de jornalismo nascidos com força na sombra da INTERNET e massificada pelo rápido surgimento das chamadas Redes Sociais, cada um com seu celularzinho na mão e trocando idéias, dúvidas e soluções com amigos e povos em geral, pelo mundo afora.  Qualquer assunto que interesse a grupos de pessoas logo cria uma REDE, de norte a sul, no processo de “viralização” – contágio como de um vírus. E daí o que ocorre? Sabemos que os governos – sejam de qual bandeira política for – “controlam” as massas de cidadãos através do sistema de Comunicações, fato histórico implementado por Hitler quando criou o Ministério da Propaganda entregue a Joseph Goebbels, no início do Nazismo (Alemanha 1933-1945). De lá para cá, todos os governos se utilizam desse recurso para manter a população que governa sob estrito controle que chega ao cúmulo de uma lavagem cerebral. Tentam assim aparentar ao país e ao mundo uma situação falsa de boa administração do governo e – diga-se de passagem – mantê-la quieta usando o velho recurso do “pão e circo” (panis et circensis, dos romanos), o que aqui no Brasil é praticado rigorosamente pelo Poder.  Descobrimos isso quando acessamos em nossos aparelhos de comunicação as duas “plataformas” do jornalismo que ficou conhecido como “Da Mídia oficial” e “Dos Bastidores”.  Na Mídia oficial saem as informações que interessam ao governo, cortando tudo que possa lançar críticas, dúvidas ou oposição por parte do povo. Enquanto isso, no “underground” dos Bastidores, fervem as Redes Sociais, criando uma frente de conjuras, denúncias, vazamentos de informes censurados, desmentidos violentos, desmascaramento de mentiras propagadas pela mídia, confábulos e protestos, por outro lado, reuniões que beiram a congressos nacionais, com presença de “crânios” especialistas nos mais variados temas, cientistas políticos geralmente boicotados pelas autoridades que seguem praticando verdadeiros crimes contra o povo e a nação. Grupos se reúnem, grandes manifestações enchem as ruas com faixas e banners denunciando as maldades praticadas pelos que dominam o poder, há protestos e uma inundação de hangouts, lives e vídeos proclamando a traição criminosa dos que detêm o poder sob a máscara da mentira e do suborno.  O Brasil hoje se debate entre esses dois hemisférios da informação e quem acompanha esses dois campos de batalha  vai torcendo por um ou por outro lado, conforme seus interesses quase sempre mais pessoais do que patrióticos. Por trás desse artigo há um eloqüente apelo para que se desloquem as atenções mais para os “bastidores”, onde estão os verdadeiros patriotas, do que para as distorcidas informações midiáticas que visam tão somente a manutenção do “status” dominante, já devidamente desfigurado pela manipulação criminosa de uma falsa elite que de “democrática” só tem o nome.

Alonso Valdi Regis

Morro do Chapéu (BA) 28.Fev.2018

alonsovregis@gmail.com

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