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Morro do Chapéu: Sítio Arqueológico Lagoa da Velha será próximo ponto de escavação

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) confirmou ontem (11) que o sítio arqueológico Lagoa da Velha, localizado no município de Morro do Chapéu, região central da Bahia, será o próximo ponto de escavação da segunda etapa do projeto ‘Circuitos Arqueológicos da Chapada Diamantina’. Os trabalhos devem começar até o final deste mês.

A iniciativa é da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), através de convênio entre o Ipac e o Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). O projeto tem parceria das prefeituras de Iraquara, Lençóis, Morro do Chapéu, Palmeiras, Wagner, Seabra, Boninal, Ibicoara, Piatã, Mucugê, Andaraí e Utinga.

Segundo o coordenador técnico do projeto e professor da Ufba, Carlos Etchevarne, o sítio Lagoa da Velha integra a mesma formação geológica que abriga a Serra das Paridas, em Lençóis, e que se estende por outros municípios, como Palmeiras e Utinga. “Tentaremos fazer novas descobertas para entender as populações que habitavam essas áreas”. Outro objetivo é estudar as pinturas rupestres encontradas.

O arqueólogo é doutor em geologia, paleontologia e pré-história pelo Museum National de Histoire Naturelle de Paris, França, e pós-doutorado em arqueologia pela Universidade de Coimbra, Portugal.

Grupos humanos – Criado em 2010, o projeto propõe ações de desenvolvimento econômico-sustentável para esses municípios baianos a partir de roteiros culturais e naturais. “Na primeira etapa, o projeto sensibilizou 1.800 pessoas, treinou 450 multiplicadores, mapeou 67 sítios de pinturas rupestres, promoveu 43 oficinas”, relata a coordenadora de articulação e difusão do Ipac, Carolina Passos.

As ações resultaram ainda em nove roteiros de visitação, além de exposições na Chapada Diamantina e em Salvador. Nesta segunda etapa do projeto, que foi lançada em julho deste ano, são promovidas escavações nos sítios e ações de educação patrimonial.

Estudo dos povos – Para Etchevarne, as descobertas realizadas nas Paridas (ossos de animais, caramujos e objetos lascados) têm grande importância para estudar os povos que habitaram abrigos como este. “A descoberta é fundamental, porque fala diretamente sobre a presença de grupos que fizeram as pinturas”.

Além disso, concentrações de carvões foram encontradas, o que denuncia a permanência de grupos humanos. Os carvões colhidos serão datados, em laboratório, por carbono 14. Depois das pesquisas, o material retorna aos municípios. Um vídeo sobre as escavações está no link http://bit.ly/serradasparidas.

A Serra das Paridas possui pinturas rupestres que representam animais, vegetais, formas geométricas e humanas, feitas com pigmentos vermelhos e amarelos. O complexo é dotado de abrigos, paredões e locas próximas, unidas e que exigem tratamento especial, por formarem unidade de ocupação humana pré-colonial.

Outras informações sobre os ‘Circuitos’ estão na Coad/Ipac, via telefone (71) 3116-6945 ou endereço eletrônico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. . Informe-se no site www.ipac.ba.gov.br, via facebook Ipacba Patrimônio e twitter @ipac_ba.

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